"Feel like a big old stone,
Standing by the strenght of my own,
And everytime the morning breaks,
I know I'm closer to falling..."
Standing by the strenght of my own,
And everytime the morning breaks,
I know I'm closer to falling..."
-> Saving My Face - KT Tunstall
"Olha, eu sei que você está sofrendo fazendo isso, mas... Está ajudando, não está?" Disse Amy, preocupada.
Era o último dia que todos iriam passar na praia, antes que o feriado acabasse e antes que suas vidas voltassem ao normal, com relação aos estudos e outras obrigações...
"... Aiai...", suspirou Lee, "Tudo bem, onde eu estava...?"
"Yun disse que sairia de casa, que não aguentava mais aquilo, e que não podia mais ficar parado ali, impotente, apenas vendo nosso sofrimento. Eu tentei, várias e contínuas vezes, impedí-lo de sair, e consegui adiar sua partida para a manhã seguinte. Acredito que naquela noite eu, provavelmente, não tenha dormido. Fiquei imaginando como seria se Yun saísse de casa. Nós dormíamos no mesmo quarto, praticamente grudados um no outro, portanto, se ele quebrasse sua promessa e saísse antes do combinado, eu provavelmente perceberia, mas não foi o que aconteceu. Devo ter cochilado um pouco, e acordei com alguém abrindo a porta. Na hora, eu literalmente pulei da cama e fui em direção a porta da frente, do jeito que eu tinha dormido e vi Yun, com uma pequena bolsa nas costas andando naquela estrada em direção a cidade, sumindo... Naquele instante me segurei por um momento, pensei em simplesmente deixá-lo ir, mas não consegui, saí correndo em sua direção e consegui alcançá-lo. Me atirei sobre ele, e ele, assustado, quase caiu. Eu chorava muito, nem dava ouvidos ao que ele dizia, mas parei por um momento, olhando nos seus olhos, eu... Bom, eu disse que no lugar dele faria a mesma coisa, e que faria o possível para cuidar da mamãe enquanto ele estivesse fora."
"E... O que ele disse?"
"Bom, disse, ao mesmo tempo em que colocava a mão em meu peito, que sempre estaria conosco, em todos os momentos. Me beijou a testa, e sorriu."
"E.. você????"
"Nossa, você está mesmo curiosa, hein? Isso não é nenhuma novela O.K.?"
Amy sorriu e disse: "É que, estou imaginando tudo o que você está dizendo, tentando sentir entende? Pra ver se consigo te ajudar em algo?"
"Aiai... Enfim... Eu disse para ele que sempre o estaria esperando, onde quer que eu estivesse. E o vi sorrindo, acenando e sumindo na estrada, enquanto os primeiros raios de sol, apareciam na direção das montanhas. Bom, depois que Yun partiu, eu tive que inventar uma história para mamãe não sofrer mais um choque, disse que ele iria na cidade vizinha procurar um emprego, e que voltaria em alguns meses. Tenho quase certeza de que nossa mãe nunca acreditara nesta mentira, mas, fiz o que pude."
"E seu padrasto, como reagiu?"
"Como o mesmo monstro de sempre, disse que já estava na hora de ele sair de casa e parar de trazer despesas. Algumas semanas depois da partida do meu irmão, minha mãe adoeceu muito, e eu não pude fazer nada para salvá-la. Fiz o possível e o impossível. Até fui caminhando até a cidade vizinha para procurar remédios e um bom médico, mas não consegui. Os preços eram muito altos e eu não podia pagar por aquilo. Meu padrasto torcia para que minha mãe e eu morrêssemos logo para ele poder se apoderar do que ainda possuíamos e ele não havia tomado. Bom... Minha mãe veio a falecer e eu, após isso, fiquei sozinho, lutei sozinho, estudei sozinho, sobrevivi, e consegui passar no teste para vir para esse colégio."
"Ainda tem esperanças de encontrar seu irmão?"
"É uma promessa... Eu sempre vou esperar por ele... Onde quer que eu esteja...", disse Lee, olhando para o Sol chicoteando as verdes, agora alaranjadas, montanhas, com seus últimos raios.
*Fim do quinto capítulo....
Era o último dia que todos iriam passar na praia, antes que o feriado acabasse e antes que suas vidas voltassem ao normal, com relação aos estudos e outras obrigações...
"... Aiai...", suspirou Lee, "Tudo bem, onde eu estava...?"
"Yun disse que sairia de casa, que não aguentava mais aquilo, e que não podia mais ficar parado ali, impotente, apenas vendo nosso sofrimento. Eu tentei, várias e contínuas vezes, impedí-lo de sair, e consegui adiar sua partida para a manhã seguinte. Acredito que naquela noite eu, provavelmente, não tenha dormido. Fiquei imaginando como seria se Yun saísse de casa. Nós dormíamos no mesmo quarto, praticamente grudados um no outro, portanto, se ele quebrasse sua promessa e saísse antes do combinado, eu provavelmente perceberia, mas não foi o que aconteceu. Devo ter cochilado um pouco, e acordei com alguém abrindo a porta. Na hora, eu literalmente pulei da cama e fui em direção a porta da frente, do jeito que eu tinha dormido e vi Yun, com uma pequena bolsa nas costas andando naquela estrada em direção a cidade, sumindo... Naquele instante me segurei por um momento, pensei em simplesmente deixá-lo ir, mas não consegui, saí correndo em sua direção e consegui alcançá-lo. Me atirei sobre ele, e ele, assustado, quase caiu. Eu chorava muito, nem dava ouvidos ao que ele dizia, mas parei por um momento, olhando nos seus olhos, eu... Bom, eu disse que no lugar dele faria a mesma coisa, e que faria o possível para cuidar da mamãe enquanto ele estivesse fora."
"E... O que ele disse?"
"Bom, disse, ao mesmo tempo em que colocava a mão em meu peito, que sempre estaria conosco, em todos os momentos. Me beijou a testa, e sorriu."
"E.. você????"
"Nossa, você está mesmo curiosa, hein? Isso não é nenhuma novela O.K.?"
Amy sorriu e disse: "É que, estou imaginando tudo o que você está dizendo, tentando sentir entende? Pra ver se consigo te ajudar em algo?"
"Aiai... Enfim... Eu disse para ele que sempre o estaria esperando, onde quer que eu estivesse. E o vi sorrindo, acenando e sumindo na estrada, enquanto os primeiros raios de sol, apareciam na direção das montanhas. Bom, depois que Yun partiu, eu tive que inventar uma história para mamãe não sofrer mais um choque, disse que ele iria na cidade vizinha procurar um emprego, e que voltaria em alguns meses. Tenho quase certeza de que nossa mãe nunca acreditara nesta mentira, mas, fiz o que pude."
"E seu padrasto, como reagiu?"
"Como o mesmo monstro de sempre, disse que já estava na hora de ele sair de casa e parar de trazer despesas. Algumas semanas depois da partida do meu irmão, minha mãe adoeceu muito, e eu não pude fazer nada para salvá-la. Fiz o possível e o impossível. Até fui caminhando até a cidade vizinha para procurar remédios e um bom médico, mas não consegui. Os preços eram muito altos e eu não podia pagar por aquilo. Meu padrasto torcia para que minha mãe e eu morrêssemos logo para ele poder se apoderar do que ainda possuíamos e ele não havia tomado. Bom... Minha mãe veio a falecer e eu, após isso, fiquei sozinho, lutei sozinho, estudei sozinho, sobrevivi, e consegui passar no teste para vir para esse colégio."
"Ainda tem esperanças de encontrar seu irmão?"
"É uma promessa... Eu sempre vou esperar por ele... Onde quer que eu esteja...", disse Lee, olhando para o Sol chicoteando as verdes, agora alaranjadas, montanhas, com seus últimos raios.
*Fim do quinto capítulo....



Que lindo. E que triste.
ResponderExcluirCada vez que leio, o texto toca o fundo da minha alma.